sábado, 15 de setembro de 2012

DO MEIO AO INÍCIO

    DO MEIO AO INÍCIO
    No silêncio que é noite desejos e sonhos...
    Acordado talvez, enquanto penso, sonho?
    Delírio do minuto que nunca se encontra em hora
    Outrora sonho desejos em minuto.

    Acelera meu peito coração que é surdo,
    mudo não falo enquanto penso alto.
    O gemido do tempo nunca chego em casa,
    o barulho da noite enquanto tarde finda.

    Na ausência do eu, mesmo em ti
    talvez em sonhos vivo
    tristes noites sombras tuas.
    Carentes desejos gotejam minh'alma pede,
    engole seco saliva única.
    Língua passeia neste céu que é boca,
    dentes não mordem outros dentes teus.
    Sussurros ecoam oceanos amores,
    mares de desejos enquanto dormes nua.

    O Vento triste toca a janela
    o tempo inda dorme em leito vento não encontra vela.
    O barco segue em sono vive sonhos.
    Sonho que vivo enquanto dormes é minha.
      

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