quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

ATAQUE SOFRIDO POR CHICO BUARQUE E TEXTOS LÚCIDOS QUE DESCREVEM O PORQUÊ DOS ATAQUES GRATUITOS

Um excelente texto de autoria de Pablo Villaça, pois a sua maneira de pensar condiz com grande parte das pessoas de boa fé que sabem o porquê de ainda preferir manter-se à esquerda...
Nesta toada louca e frouxa
Na tranquilidade lúcida
Daqueles que ainda pensam
E agem depois de muito pensar
Sigo as vozes coerentes das ruas
Não o ataque daqueles que querem insultar
A minha opção e o meu diferente pensar
por Pablo Villaça, em sua página no Facebook Em um momento de lazer, Chico Buarque de Hollanda foi cercado no meio da rua por um grupo de jovens ligados ao PSDB e insultado por "defender o PT". Apa...
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OUTRO EXCELENTE TEXTO QUE COMPARTILHO
Quando a direita sai do armário perde o senso do ridículo e demonstra o quanto sem noção pode ser o cidadão desinformado alimentado por opiniões de uma mídia que serve a grupo poderosos que jamais admitem serem coadjuvantes no comando de um país...
Fernando Morais
8 h
texto do escritor eric nepomuceno para o site carta maior sobre a agressão de que foi vítima chico buarque de holanda por um grupo de desocupados no rio de janeiro. eric estava junto com chico na hora dos insultos.
A FÚRIA DOS QUE SAÍRAM DO ARMÁRIO
Eric Nepomuceno
O que mais impressiona – e preocupa – na agressão verbal que um grupo de garotões cuja profissão principal é ser filho de pai rico lançou contra Chico Buarque na noite da segunda-feira, 21 de dezembro? Três coisas. Primeiro, a extrema fúria dessa direita desgarrada que acaba de sair do armário embutido. Segundo, a facilidade com que repetem o que dizem os grandes meios de comunicação. E terceiro, a incapacidade para qualquer gesto minimamente civilizado.
Chico saía de um jantar com amigos quando, ao buscar um táxi, passou a ser chamado de ‘petista’. Ouviu a repetição de clichês idiotas repetidos à exaustão pelos meios de incomunicação e pelos deformadores de opinião. A um dos garotões ele respondeu com humor. Dizia o valentão que defender o PT quando se mora em Paris é fácil. ‘Você mora em Paris?’, perguntou Chico. E o rapaz respondeu: “Não, quem mora em Paris é você!’. Chico, então, perguntou: ‘Você andou lendo a Veja?’. A ironia continua sendo uma válvula de escape. Mas para ter ironia é preciso inteligência, artigo definitivamente raro na praça.
Não foi a primeira nem a décima agressão verbal que ele e seus amigos ouvem, todas relacionadas ao PT, a Lula e a Dilma. O mais recomendável é, sempre, fazer ouvidos moucos. Mas também essa regra tem suas exceções. O episódio de segunda-feira foi inevitável: Chico estava no meio da rua, é pessoa pública, reconhecível a milhas marítimas de distância.
Mais grave é saber que não foi a primeira nem a decima ocasião, e também não terá sido a última. O país está polarizado como poucas vezes esteve nos últimos 50 ou 60 anos. O grau de agressividade, de furiosa intransigência dessa direita recém-saída de um imenso armário – certamente embutido – é o que mais chama a atenção. E preocupa. Muito. Dizer na cara de alguém ‘Você é um merda’ pode ter consequências sérias. Chico sabia e sabe que qualquer reação à altura não faria outra coisa que atiçar ainda mais a fúria dessa direita desembestada, fartamente alimentada pela grande imprensa. Até nisso a direita recém assumida em sua verdadeira essência é covarde. Até quando?
O país se acostumou às tristes cenas de violência entre torcidas organizadas no futebol. Elas pelo menos têm a decência de se uniformizar, ou seja, é fácil identificar o adversário à distância.
Essa direita troglodita, não. Ataca à traição. E sabe que figuras públicas como as que foram atacadas à sorrelfa não costumam reagir, para não alimentar a sede mesquinha dos escrevedores de intrigas.
Há poucos registros, que eu me lembre, de alguém que tenha saído do armário com tanta sede de ação. Cuidado com eles: tantas ganas reprimidas, quando subitamente liberadas, desconhecem limites.

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