Ufa! Cansei. Realmente, 2014, como qualquer outro ano, passou...
Como o ano é o resultado da soma de 12 meses ou 365 dias, mas de quatro em quatro anos, temos mais um dia para aporrinhar os outros, pelo menos 2014 teve apenas a quantidade normal de dias. Putz! Foram 8.760 horas de voo cego sem rumo ou direção, muito embora, alguns digam que estavam convictos de suas decisões e dos seus destinos. Eu não, pois fiz muitas coisas que não gosto somente pela obrigação de pertencer a uma sociedade que exclui quem destoa dos demais . Agradeço a Deus pelo emprego, pelo trabalho e pelo salário, mas a minha renda mensal tive que ralar muito para tê-la: arriscando e investindo, mas confesso que nada disso é importante, pois tudo que vem, de maneira fácil ou difícil, sempre vai embora...
E, por falar em ir embora, tchau 2014, tenho certeza que tu não voltarás nunca mais. Este ano foi difícil, pelo menos grande parte dele, pois minha Teiquinha ficou 8 meses distante de casa, tudo em nome da manutenção do emprego e do salário, pois renda mesmo, essa nem teve tempo para tecer...
Este ano, tal qual 2013, foi também um ano de muitas vitórias e conquistas do meu Galão da Massa Alvinegra. Ganhamos mais dois títulos inéditos e não perdemos para o arquirrival, o cruzeiro, que tal qual o Galo, também obteve muitas vitórias e conquistou o segundo título nacional consecutivo. Isto, com certeza, foi muito importante para o futebol mineiro, pois os dois maiores clubes de Minas Gerais se consagraram como os dois melhores do Brasil e das Américas.
Parabéns, Atlético e Cruzeiro! Desejo que 2015 continue agraciando os times mineiros com novas conquistas, pois o adversário merece disputar o título mineiro contra o Atlético, mas o Galo deverá conquistar o Campeonato Brasileiro, a Copa Libertadores da América, a Copa do Brasil e o Torneio Mundial Interclubes...
Bem, mas chega de momento mãe Diná, pois o que eu mesmo quero e desejo a todos é que 2015 seja repleto de alegria e conquistas. Saúde, Paz, Amizade, Respeito Mútuo, Liberdade, Emprego, Salário e Renda, mas, acima de tudo, muita Solidariedade Humana. Foi-se o tempo que queríamos apenas coisas materiais e mudança de vida. Não devemos fazer planos, mas, sim, termo atitude, ir à luta e fazer a diferença. Quem sabe faz agora, não espera do céu descer...





![No passado
Fui excluído
Encarnado e
Esculpido
Na miséria
Dos meus pais
Que me abandonaram
À sorte das musas
Com sorte
Sobrevivi
Apesar da fome
Em que pese o homem
Daria tudo
Por uma bolsa cheia
Não de dinheiro
Apenas de pão
Ou qualquer outro alimento
Já seria o suficiente
Porque a alma
Sim estava alimentada
Do discurso alheio
Sem pão de centeio
Filho de pai e mãe
Ausentes
São apenas seres
Indigentes
Que vivem da caridade do outro
Se não tinha bolsa
Seria porque sequer
Tinha família
Que me taxava de peso morto
Muito embora fosse raquítico
Desnutrido
Sem bolsa e sem família
Cercado numa ilha
De parentes de tinham tudo
Do bom e do melhor
É, a exclusão,
Essa conheço desde
Aquilo que outros
A chamavam de casa...
Agora, vejo as cadeiras vazias
Azul cor da dor
Mas esses objetos
Jamais foram abandonados
Apenas descansam
Se refrigeram á luz do sol
Que bronzeia sem queimar
A tua tez privilegiada
Enquanto passeias
Enquanto pescas
Enquanto contemplas
Lá no morro
Aonde há degraus
Não no teu mar
Que sequer muitos conhecem
O pau come
Apenas o pau come
Não o menino...
Não tem como mimetizar a desigualdade
Apenas a fome pode ser pintada
Em cores azuis
Como deve ser o sangue
Daqueles que passeiam
Nas ruas dos meninos
Rua essa que os exclui
Rua essa os abandona
Rua essa que os ampara
Antes do amargo sabor da bala...
Tal qual as almas cortadas]
O meu espírito também fora retalhado no passado,
No cárcere privado que vivi,
me alimentando apenas da própria saliva,
mastigando e engolindo seco a fome...]
Thackyn Braga](https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xap1/v/t1.0-9/p235x350/1920431_10205629497086443_4210982464975502991_n.jpg?oh=d6f984d3096a41cf5e0c9e0ce084459f&oe=55068D08&__gda__=1430747696_e74a7a95250adf5e12d28498afc96bf2)


