sexta-feira, 7 de setembro de 2012

UM COPO DE VINHO E DOIS GOLES DE FELICIDADE



Plantei a semente
Na esperança que a planta brote
Tal qual um calouro
Fugindo do trote

A árvore cresce
Do dia para a noite
Versos pisados a uva
Nada de meias verdades
Ou de falsas palavras
Tronco forte que segura tormenta
Na paixão que arde
Tempero e pimenta

Colho os cachos
Com as mesmas mãos que envolvem a nuca
Piso a fruta
Com os mesmos pés que amassa os teus
Quando a noite se faz completa
Seita secreta
Que busca prazer nos fetiches
Que proporciona novas emoções

Uma vez feito o vinho
Resta apenas acender a lareira
Buscar as taças
Picar o fumo
Cortar a palha
Deixar o cigarro de lado
Todo e qualquer outro prazer perde a graça

Sinto o cheiro da tua uva
Luva que envolve mais do que as mãos
Garrafa escura que te abriga
Saca-rolhas que quebra
Antes mesmo de te tocar
Frasco que esconde o segredo
Gargalo que clama por beijo
Apenas dois goles
O teu e o meu
Transfusão de líquidos
Bocas que se encontram
Carentes de beijos
Dois longos goles
Horas de prazer
Quando o Amor
Insiste em nascer...
Thackyn
Enviado por Thackyn em 18/08/2008
Código do texto: T1134519
Classificação de conteúdo: restrito

LEITURA ÓTICA


Na paisagem exótica 
[leio] 

Nas delícias do nada 
viajo em sonho colorido 
em desejos esculpidos 
[jardim florido] 

Nas alamedas do saber o nada 
[nado] 
perco-me em flores plantadas em vasos 
tento nadar sem entrar na água 
menina sem vestes 
meninas dos olhos 
[apenas olho] 

Leio um romance erótico 
Leitor exótico 
leitura ótica 
reflexo hipinótico 

Como obedecer as mãos? 
e os pensamentos em corpos fora do alcanse 
[pensamento perene] 
mesmo distante 
beleza estonteante 

Leio tudo sem enxergar nada 
Aprendo a lição sem a professora 
voz rouca 
me grita verbos inexistentes 
Leio e acho natural 
[a leitura dos lábios] 
Leio e acho legítima 
[a leitura da pele] 


Na música em sintonia 
Na dança sem harmonia 
[sem par] 
dança do dia-a-dia 
[ser ímpar] 

Nas horas reservadas e inexistentes 
[pobres horas] 
Nas horas não marcadas 
{horas pobres} 
Ora...ora...ora... 
desligue essa vitrola 


Leio tudo na magia 
[poesia] 
E tudo quero ler... 
Ler...ler... 
Nos verbos que conjugamos... 
No verbo que conjugo em solo 
[conto] 
O que me resta? 
Acho que é gostar de ler... 
Ler...Ler...Ler... 
Em solo sem livro 
[nem capa] 
Versos em água... 
Menina veste anágua 
Leio-te? 

SEDUZIDO


Não há palavra que nunca hei de escrever 
não há verso imperfeito 
não existe feitiço que não desfaço 
não há corpo que não laço 
[Em prosa poética] 

Mesmo que me falta energia 
jamais faltará alegria 

Em versos escritos em folha de jornal 
amor divino e fraternal 

Em desejos xadrez 
sexo em espelho 
"linjeri" de seda em tom vermelho 
desnudo vez por vez 
para sentir o calor de tua tez 

Encanto dos seios em taças de vinho rosé 
louca vontade de sentir prazer 

Visto minha capa preta penhoah 
nas estrelas penso te levar 

Em ósculos corporais 
sinto o perfume "anaís-anaís" 

Doce fada adolescente 
em beijo doce inocente 

No céu em corpo não mais presente 
viro garanhão lascivo e indecente 

No segredo guardado ou pintado na parede 
amar-te-ia deitado a balançar numa rede 

Na sedução delinqüente 
corpo molhado e pele quente 

Nos píncaros estaria nessa doce magia 
tendo-te princesa em minha companhia 

Versos não mais 
quero-te noite sombria 
mesmo podendo ser minha filha 
beijar-te-ia 

Tha©kyn 
02/08/2000 

MORRER


(BRAGA Eustáquio E.M. - Faz parte da Antologia do Cantinho do Poeta – Câmara Brasileira dos Jovens Escritores, julho/2001) 

Morro como morrem 
As plumas antes e depois dos carnavais 
[E as fantasias morrem com o tempo] 

Morro como morrem os machos 
Depois de fecundarem as fêmeas 
Nos delírios do amor 
[de inseto] 

Morro como morrem os sonhos depois de realizados 
[ou sepultados] 

Morro como morrem os rios 
Castigados pelo homem 

Morro como morrem os adultos 
Longe do aconchego do lar 
[dos pais] 

Morro como morrem as almas 
[E não os corpos] 

Morro em nome e pseudônimo. 
Morro eternamente à procura da paz 

THACKYN 
13/04/2000 

HAICAI

Na madrugada fria
Tudo se revela quente
Morno sono que não vem...

CHEIRO DE MULHER



Uma fagrância invade meu pensar
No lume do rio surge uma imagem
A pele bronzeada derrete os fios
e o cabelo loiro reluz à sombra

Ouço os peixes borbulharem teu nome
mas não o identifico pelos silvos
longo e breve é o cantar em versos
que a natureza assovia no seu pensar...

Teus olhos escondem um mistério
mas teu corpo revela seus desejos
que de tão secretos camuflam teu charme

Mas a beleza outrora escondida
uma dia há de se rebelar
e neste dia serei o teu sol e tua água... 


ou um cupido vadio...

THA©KYN

"QUEM SOU ?..."


"QUEM SOU ?..." - Eustáquio Mário Ribeiro Braga
1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c) Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um pouco da terra onde mora?:

a) - : Eustáquio Mário Ribeiro Braga; 40 anos - 19/08/1963;
b) - : Contabilista / Funcionário Público Estadual;
c) - :  Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
d) - : Moro na terra do mais belo horizonte. Entre as serras de Minas nasce, nas montanhas cehias de vida, o sol companheiro dos ventos, talvez, por isso sua gente é solidária, hospitaleira e amiga. O belorizontino é um povo alegre e cortez, mas como vive longe do campo e do litoral sente prazer em se juntar aos visitantes para uma boa prosa, tomar um cafizinho ou uma cervejinha; comer um pão-de-queijo ou um tira-gosto pois o calor humano é de vital importância para essa gente que faz Minas brilhar sem ofuscar a bela alheia.

2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título) -;- d) Foi divulgado (como) ?:

a) - : Desde criança viajava em mundos alheios e minha imaginação relatava a mim mesmo histórias que inventava, porém comeicei a escrever quando me vi apaixonado e não tinha coragem para me declarar às meninas, então relatava em carta que, jamais enviava às destinatárias, os meus sentimentos e as minhas frustações e angústias. Todavia, a partir de 1988, tomei coragem, e passei a escrever poemas romanticos que passei a entregar indiscrinadamente às garotas as quais estava paquerando, uma vez que a menina que eu queria me fazia sofrer. Então passei utilizar a poesia para enganar e seduzir às minhas pretendentes para que elas ficassem comigo, depois ia dispensando uma a uma assim como fui desprezado e dispensado por quem eu pensava que estava amando. Contudo, em 1994, conheci a verdadeira poesia e com ela me casei. A partir daí passei a escrever com a alma e, conhecendo o amor verdadeiro, a poesia se fez fluir de forma espontânea toda a forma de sentimento que uma pessoa tem e necessita verbalizar. Então, entendo que quando amamos e somos correspondidos, conseguimos expressar em palavras e necessitamos falar ao mundo o quanto somos felizes. Por isto, talvez, a poesia passou de fato a fazer parte do meu cotidiano. b) - : Não tive a influência de ninguém para começar a escrever, mas tive o incentivo do amigo Henrique José Castelo Branco que, pegou uns escritos meus e os digitou e os ilustrou e, depois, montou um livreto e me entregou dizendo que as minhas poesias eram muito bonitas e que eu deveria escrever mais. Como ele é um aficcionado por computador, me indicou uma lista de poetas e escritores na Internet. Depois disso, passei a procurar listas interessantes de poetas e conheci pessoas que me incentivaram como a Leila Micolis, de Blocos, que foi uma das primeiras a publicar textos meus; entrei para o cantinho dos poetas, do Rick Marc, e participei da 1ª Antologia do Cantinho dos Poetas; conheci a Vânia Diniz, acho que na Usina de Letras, que abriu um espaço para os meus poemas no seu site; depois a Magriça me convidou e publicou vários poemas meus, fato esse que me fez publicar toda a minha coleção fazendo com que eu liderasse o ranking dos seus maiores colaboradores por mais de um ano. Na Usina de Letras, também liderei o ranking das publicações, por mais de um ano e também sempre figurava entre os 10 mais lidos.
c) - : Não consigo me lembrar nem do último, imagina o primeiro.
d) - :

3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico (e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2004 ? -;- d) Como vão ser editados ?:

a) - : Não tenho livro impresso. Participei de algumas antologias e só me lembro de três. São elas:
1ª Antologia do Cantinho do Poeta, 2001, Câmara Brasileira de Jovens Escritores;
Árvore da vida , 2003, Arnadlo Giraldo;
Antologia Tempo de Poesia, da Editora Novas Letras, em 2003.

b) - : Não.
c) - : O Lord Rick Marc, de Londres, me convidou para a coletânea que deverá sair nos próximos meses. Acho que será publicado o Livro Uk Brazil. A Magriça também me convidou para publicar um poema em parceria com o nosso Portal Cá Estamos Nós, mas ainda não sei os detalhes.
d) - : O primeiro trabalho é um livro impresso e o segundo será um E-book.

4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c) Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios literários ?:

a) - : Sou uma pessoa idealista e que sempre procurei lutar contra todas as formas de injustiça e/ou exclusão, logo, é ponto comum que eu tenha me rebelado contra os poderosos e escrito cartas de repúdio e manifestos que os publicava em jornais de Beagá. Comecei trabalhar cedo e, também, a militar na política, ainda nos tempos da didadura militar, pois mesmo não tendo idade para votar, sabia que a única forma legal de se conseguir mudar algo seria através das vias democráticas. Fui lider das minurias por onde passei. Fui presidente da Associação dos Empregados da Fundação João Pinheiro, empresa essa que trabalho desde os meus 15 anos. Atuei como representantes dos funcionários públicos estaduais, na Frente Contra a Destruição dos Serviços Público, onde escrevia os informativos. Foram essas atividades que fizeram participar como colaborador do Jornal o Tempo, na coluna Ponto de Vista, com artigos e pequenas participações nos debates. Desta maneira assim, meio que involuntária, me vi como um escritor e passei a ajudar os companheiros dos sindicatos na elaboração de Leis e Propostas de Emendas à Constituição Mineira nos projetos de interesse social e/ou dos servidores públicos e, como trabalhava na FJP, na área de Recursos Humanos, passei a ajudar na elaboração de planos de carreira, culminando na minha eleição, por unaminadade, para analisar e aprovar o plano de carreiras da Área de Ciência e Tecnologia como representante dos funcionários Fundação João Pinheiro.
b) - : Como pretenso escritor adoro criar algo diferente, novo, real e ficcional. Acho que como a maioria dos poetas sou um pouco louco. Por isto, sinto necessidade de criar personagens e viver suas aventuras. Essas aventuras as transformo em poesias. Cada personagem acaba por virar heterônimos, criam suas identidades e passam a fazer parte do dia a dia de minha vida. Eles têm a sua prória biografia, o seu e-mail e a sua vida. Eles se corresnpondem com as pessoas e interagem em portais e páginas que invadem com o seu belo. Posso revelar aqui alguns deles, pois acho que vocês já ouviram falar; por exemplo: o Amaso Nib Nedal que participa da página Lunas e Amigos, o Pablo Nykcaht que a exemplo do Amaso participa da Lista Escritores_Poetas, porticoliteropoetiko; sem falar que esses e outros, até femininos, estão bém na Usina de Letras. Nem sei porque estou revelando isso, pois quando segredo disso a mais de quatro anos.
c) - : Não preciso de nada para me inspirar. Acho que, além da inspiração natural de poeta, sou um pouco competente no que faço, por isso consegui continuar a escrever, pois caso assim não fosse, teria escrito uns poeminhas bobos e não teria me amadurecido como poeta. Escrevo de forma natural, não preciso preditar as coisas. Basta me dizer o tema que escrevo nem que seja um Hai Cai. Ador fazer releituras, mas não acho que isso seja algo inspirador. Gosto de apreciar o belo, então o belo alheio me atrai fazendo com que eu tenha a minha versão sobre o tema.
d) - : Tenho vários que nem me lembro quais e quantos, mas deixe-me lembrar de alguns que julgo mais importantes. Ah, tem o prêmio de 3º lugar, em poesias, do Primeiro Concurso de Blocos. Fiquei em segundo lugar no Prêmio Von Breskey, na página da Magriça, em 2000, como um dos poetas que mais publicou trabalhos naquele site. Tive o poema Girrasóis selecionado para a Antologia Tempo de Poesia, bem como o poema Linguagens, como melhor poesia Minimax para o Livro Árvore da Vida do Arnaldo Giraldo; ganhei cinco livros de brinde por isto. Fui selecionado para o site da Mayte com dois trabalhos sobre o dia dos namorados como Thackyn e como Amaso. Tive vários contos premiados como melhor da semana em Blocos e em sites no Rio de Janeiro, mas confesso que não me lembro de todos, pois foram muitos.

5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ? -;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:

a) - : Tenho sim. Eu mesmo já fiz várias que já até tirei do ar por achar que já estavam batidas. Continua no ar a página http://www.thackyn.hpvip.com.br, dentre outros blogues, mas deixo aqui este endereço: http://taco2003.kit.net/racional_pensar/biografia.htm

b) - : Conheço sim, pois já visitei o portal e li quase tudo, mas sou meio desleixado e preguiçoso para ficar publicando minhas crias.
c) - : Escreva tudo que pensar. Escreva despreocupado em dar forma ou com a grafia. Escreva e deixe a imaginação trabalhar com o seu pensar. Depois que tiver habituado com a escrita comecei a mostrar para os amigos e verifique as formas inadequadas para corrigi-las quando for ter que publicar.
d) - :