Se alguma coisa te prende a si mesma
Use o habeas corpus
Liberte o seu AMOR...
O homem não é uma mera criação do Homem. Ele também não surgiu do nada. Para alguns, também pode ser inconcebível que no homem possa ter uma descendência de outro animal, senão dele mesmo. Desta forma, o homem criou algo que pudesse explicar o inexplicável: a sua própria existência. Ele se criou através das suas crenças e inventou os seus mitos. Tudo que o homem não conseguiu explicar, ele deu uma conotação surreal e até divina.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
A FELIZ INFELICIDADE
“Que venha a quarta feira com seus obstáculos e lutas diárias.
Pois saiba que será bem vinda, pois aqui há um lutador . “
Pois saiba que será bem vinda, pois aqui há um lutador . “
A FELIZ INFELICIDADE
Eustáquio Braga
Ando sempre descalço
Gosto de sentir o chão
Quem sabe a textura da terra
Houve uma época em que não tinha o que calçar
Essa época passou...
Mas no momento
Quando ainda estou nervoso
Retiro lentamente o calçado
Ando pelo terreno mais arenoso
Quanto mais pedregulho tiver
Melhor será
Pois sei que no meu caminho
Sempre haverá pedras; buracos; e, bueiros
Água suja empossada; detritos; e, até, excrementos...
Sem falar nos obstáculos
Nos pregos jogados ao longo da estrada
Repetindo os confrontos e as mesmas ciladas
Tudo isso me faz sentir guerreiro
E errando me sinto um pouco mais humano, será?
Se tu queres ser meu inimigo?
Entre primeiro na fila;
Pegue uma senha;
Se der sorte, quem sabe nessa vida,
Tu terás o privilégio de me derrubar
Derrotar jamais, nem morto.
Não tenho pés; tenho casco.
Não tenho unha; tenho Garra.
Sou duro na queda
Resistente ao maltrato
Se tu aspira a morte
Essa eu engulo e trago...
FACES DO VIVER
Já vivi muitas vidas
Mas a principal ainda não vivi
Você é tudo que idealizava
Não posso dizer se era tudo que desejava
No momento
Fico preso ao passado
Quem sabe ao presente
Mesmo sabendo que
Tudo pode acontecer
De repente o mundo se transformar
Em fantasia
E tu podes ser o futuro
De um amanhã que jamais chegará
Ou quem sabe
Um hoje esquecido
Quiçá ignorado
O ontem ficou para trás
E quem sabe um dia
A gente se encontre de novo
E pode ser que dessa vez
Nós tenhamos uma oportunidade
Dizer adeus é fácil
Difícil é prolongar o sonho
Se tu nunca dormes
É impossível ter pesadelos
Mas se passivas assim o for
Ativo talvez serei
Mesmo em sonho
Quando me vejo
Vivendo-te...
AMOR PORTÁTIL
Nos tempos modernos
Há quem possa lançar
O amor portátil
Algum espertinho de plantão
Por puro oportunismo
Patenteará a portabilidade do amor
Desta maneira
Há quem possa lançar
O amor portátil
Algum espertinho de plantão
Por puro oportunismo
Patenteará a portabilidade do amor
Desta maneira
Tudo ficará mais fácil
Você não sofrerá por amor
Uma que o amor portátil
Você carrega consigo
E o entrega a quem você quiser
Nada será emocional
Somente racional
Não se assuste com os comerciais
Cada dia as agências de publicidade mais criativas
Aceita-se o seu amor de segunda mão
Em troca divido o seu coração
Você ganhará um bônus especial
Cinco amores correspondidos
Pelo preço de um mal correspondido
Depois de um ano de adesão no plano
Você até pode levar uma paixão a tiracolo
Mas seja fiel ao seu plano
Não ao seu sentimento
Pois tudo não passa de negócio
Você pode estar adquirindo um novo amor
Creio que a cada dois anos
Depois de cinco anos de uso
Você tem o direito de lavá-lo
E até pode reparti-lo para três amigos
Eu ainda não aderi a nenhum plano
Não sei se necessito amar a médio
Ou se o melhor amor é o de longo prazo
Não sei se quero enviar flores
Não sei se quero compartilhar dores
Amor que se preza tem que ser recíproco
Amor é diferente de paixão ou desejo
Amor bom é o regado a carinho, abraço e beijo...
Não este amor a varejo
Uma vez que já amei por atacado
Estava atacado pela paixão
Que já foi enterrado no plano caixão
Assim, esse amor com portabilidade não me atrai.
Prefiro alguém simples e despojada
Que na minha vida venha sempre livre
Sem frescura e sem secura
Sem rudeza, mas com razoável candura
Um amor educado que em mim entre
E em ti sai
Amor compartilhado
Às vezes seco
Outras vezes molhado
Não esse amor portátil
Amor que exige CEP
Não tenho caráter, estilo ou personalidade.
Mas também quero um amor livre e sem vaidade.
Você não sofrerá por amor
Uma que o amor portátil
Você carrega consigo
E o entrega a quem você quiser
Nada será emocional
Somente racional
Não se assuste com os comerciais
Cada dia as agências de publicidade mais criativas
Aceita-se o seu amor de segunda mão
Em troca divido o seu coração
Você ganhará um bônus especial
Cinco amores correspondidos
Pelo preço de um mal correspondido
Depois de um ano de adesão no plano
Você até pode levar uma paixão a tiracolo
Mas seja fiel ao seu plano
Não ao seu sentimento
Pois tudo não passa de negócio
Você pode estar adquirindo um novo amor
Creio que a cada dois anos
Depois de cinco anos de uso
Você tem o direito de lavá-lo
E até pode reparti-lo para três amigos
Eu ainda não aderi a nenhum plano
Não sei se necessito amar a médio
Ou se o melhor amor é o de longo prazo
Não sei se quero enviar flores
Não sei se quero compartilhar dores
Amor que se preza tem que ser recíproco
Amor é diferente de paixão ou desejo
Amor bom é o regado a carinho, abraço e beijo...
Não este amor a varejo
Uma vez que já amei por atacado
Estava atacado pela paixão
Que já foi enterrado no plano caixão
Assim, esse amor com portabilidade não me atrai.
Prefiro alguém simples e despojada
Que na minha vida venha sempre livre
Sem frescura e sem secura
Sem rudeza, mas com razoável candura
Um amor educado que em mim entre
E em ti sai
Amor compartilhado
Às vezes seco
Outras vezes molhado
Não esse amor portátil
Amor que exige CEP
Não tenho caráter, estilo ou personalidade.
Mas também quero um amor livre e sem vaidade.
PENAR
As minhas pesadas penas são penas do meu penar."
PENAR
Leve pena que voa livre
Falta-lhe asas
Falsa liberdade dos ventos
Que a conduz sem rumo
Emplumado ser esnobe
Que falseia a vida pobre
Pesada pena do penar
Sobra-lhe lágrimas
Gotas de outros líquidos
Quiçá do manancial da criação
Liberdade que emana da ponta
Tal qual o pincel do pintor
Carga da Arte que goteja
Quando a pena lacrimeja
Não tenho pena de ti papel
Quando o vento forte o levar ao céu
Imortalizado será na Terra o Poeta
Ser que da pena fez sua Arma: seta.
Mesmo que tivesse como tinta
Apenas as suas lágrimas
Ou o sangue seu
Para escrever a dor alheia
Pena suja jogada ao chão
Resto de um poema que riscou o céu
Ou simplesmente acariciou na praia a sua areia
Pena, objeto emaranhado tal qual teia...
Prende e solta
Bumerangue que nunca volta
Asas molhadas da imaginação...
terça-feira, 8 de março de 2011
MULHERES II
Dia escuro
Cinzas do passado
Hoje, não mais.
Somente no corpo o suor
Força, inteligência e labuta
Mulher que sempre luta
No momento de descanso, a Pausa.
Cuidados com o corpo
De quem já tem a mente sana.
Mesmo com todos os avanços da ciência
Não se descobre a fórmula secreta
De sua perspicácia e sabedoria
Na pele vê-se somente a cor
Silhueta régia da perfeição
Esculpida pelo deus sol
Enquanto, na terra,
Livre, a Mulher se bronzeia
Brilhante, reluzente e feliz...
Assim, seguem as filhas de Eva
Apesar das pedras
Trilhando novos caminhos...
Thackyn
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