quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Outra frase

Se alguma coisa te prende a si mesma
Use o habeas corpus
Liberte o seu AMOR...

FRASE

O amor é paciente, não é médico...

A FELIZ INFELICIDADE


“Que venha a quarta feira com seus obstáculos e lutas diárias.
Pois saiba que será bem vinda, pois aqui há um lutador . “

A FELIZ INFELICIDADE
Eustáquio Braga

Ando sempre descalço
Gosto de sentir o chão
Quem sabe a textura da terra

Houve uma época em que não tinha o que calçar
Essa época passou...

Mas no momento
Quando ainda estou nervoso
Retiro lentamente o calçado
Ando pelo terreno mais arenoso
Quanto mais pedregulho tiver
Melhor será

Pois sei que no meu caminho
Sempre haverá pedras; buracos; e, bueiros
Água suja empossada; detritos; e, até, excrementos...

Sem falar nos obstáculos
Nos pregos jogados ao longo da estrada
Repetindo os confrontos e as mesmas ciladas

Tudo isso me faz sentir guerreiro
E errando me sinto um pouco mais humano, será?

Se tu queres ser meu inimigo?
Entre primeiro na fila;
Pegue uma senha;
Se der sorte, quem sabe nessa vida,
Tu terás o privilégio de me derrubar
Derrotar jamais, nem morto.

Não tenho pés; tenho casco.
Não tenho unha; tenho Garra.
Sou duro na queda
Resistente ao maltrato
Se tu aspira a morte
Essa eu engulo e trago...

FACES DO VIVER


Já vivi muitas vidas
Mas a principal ainda não vivi
Você é tudo que idealizava
Não posso dizer se era tudo que desejava
No momento
Fico preso ao passado
Quem sabe ao presente
Mesmo sabendo que
Tudo pode acontecer
De repente o mundo se transformar 
Em fantasia
E tu podes ser o futuro
De um amanhã que jamais chegará
Ou quem sabe
Um hoje esquecido
Quiçá ignorado
O ontem ficou para trás
E quem sabe um dia
A gente se encontre de novo
E pode ser que dessa vez
Nós tenhamos uma oportunidade
Dizer adeus é fácil
Difícil é prolongar o sonho
Se tu nunca dormes
É impossível ter pesadelos
Mas se passivas assim o for
Ativo talvez serei
Mesmo em sonho
Quando me vejo
Vivendo-te...

AMOR PORTÁTIL



Nos tempos modernos
Há quem possa lançar
O amor portátil
Algum espertinho de plantão
Por puro oportunismo
Patenteará a portabilidade do amor

Desta maneira
Tudo ficará mais fácil
Você não sofrerá por amor
Uma que o amor portátil
Você carrega consigo
E o entrega a quem você quiser
Nada será emocional
Somente racional

Não se assuste com os comerciais
Cada dia as agências de publicidade mais criativas
Aceita-se o seu amor de segunda mão
Em troca divido o seu coração
Você ganhará um bônus especial
Cinco amores correspondidos
Pelo preço de um mal correspondido
Depois de um ano de adesão no plano
Você até pode levar uma paixão a tiracolo
Mas seja fiel ao seu plano
Não ao seu sentimento
Pois tudo não passa de negócio
Você pode estar adquirindo um novo amor
Creio que a cada dois anos
Depois de cinco anos de uso
Você tem o direito de lavá-lo
E até pode reparti-lo para três amigos

Eu ainda não aderi a nenhum plano
Não sei se necessito amar a médio
Ou se o melhor amor é o de longo prazo
Não sei se quero enviar flores
Não sei se quero compartilhar dores
Amor que se preza tem que ser recíproco
Amor é diferente de paixão ou desejo
Amor bom é o regado a carinho, abraço e beijo...
Não este amor a varejo
Uma vez que já amei por atacado
Estava atacado pela paixão
Que já foi enterrado no plano caixão

Assim, esse amor com portabilidade não me atrai.
Prefiro alguém simples e despojada
Que na minha vida venha sempre livre
Sem frescura e sem secura
Sem rudeza, mas com razoável candura
Um amor educado que em mim entre
E em ti sai
Amor compartilhado
Às vezes seco
Outras vezes molhado
Não esse amor portátil
Amor que exige CEP
Não tenho caráter, estilo ou personalidade.
Mas também quero um amor livre e sem vaidade.

PENAR

"As suas leves penas são penas para voar...
As minhas pesadas penas são penas do meu penar."



PENAR

Leve pena que voa livre
Falta-lhe asas
Falsa liberdade dos ventos
Que a conduz sem rumo
Emplumado ser esnobe
Que falseia a vida pobre

Pesada pena do penar
Sobra-lhe lágrimas
Gotas de outros líquidos
Quiçá do manancial da criação
Liberdade que emana da ponta
Tal qual o pincel do pintor
Carga da Arte que goteja
Quando a pena lacrimeja

Não tenho pena de ti papel
Quando o vento forte o levar ao céu
Imortalizado será na Terra o Poeta
Ser que da pena fez sua Arma: seta.
Mesmo que tivesse como tinta
Apenas as suas lágrimas
Ou o sangue seu
Para escrever a dor alheia
Pena suja jogada ao chão
Resto de um poema que riscou o céu
Ou simplesmente acariciou na praia a sua areia
Pena, objeto emaranhado tal qual teia...
Prende e solta
Bumerangue que nunca volta
Asas molhadas da imaginação...

terça-feira, 8 de março de 2011

MULHERES II

Dia escuro
Cinzas do passado
Hoje, não mais.

Somente no corpo o suor
Força, inteligência e labuta
Mulher que sempre luta

No momento de descanso, a Pausa.
Cuidados com o corpo
De quem já tem a mente sana.

Mesmo com todos os avanços da ciência
Não se descobre a fórmula secreta
De sua perspicácia e sabedoria

Na pele vê-se somente a cor
Silhueta régia da perfeição
Esculpida pelo deus sol

Enquanto, na terra,
Livre, a Mulher se bronzeia
Brilhante, reluzente e feliz...

Assim, seguem as filhas de Eva
Apesar das pedras
Trilhando novos caminhos...

Thackyn